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Folhas de dente-de-leão: nutrientes, uso alimentar e limites das provas diuréticas

Folhas lobadas de dente-de-leão alimentar e uma flor amarela separada para ilustrar a identidade

Introdução

Folhas corretamente identificadas e de origem alimentar adequada podem ser consumidas como hortaliça. Nomes populares semelhantes não tornam plantas equivalentes, nem o uso tradicional comprova um medicamento.

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Planta e parte utilizada

São as folhas de Taraxacum officinale, da família das asteráceas. Diferem dos Cichorium por vezes vendidos com nomes próximos, como dente-de-leão italiano. Uma descrição ou fotografia não basta para colher plantas silvestres destinadas à alimentação. [1]

Sabor e utilização

As folhas contêm minerais como potássio, cálcio e ferro. As jovens costumam ser mais tenras e menos amargas; podem ser misturadas em saladas ou cozinhadas como hortaliças de folha. Mais amargor com a idade ou seca não significa maior ação medicinal. [1] [2]

Alegações: o que mostra a evidência?

Um estudo de diurese prova que a salada trata a retenção de líquidos?

Não: o estudo testou um extrato, não uma salada, e não demonstra tratamento da retenção de líquidos. Os resultados humanos limitados, sem grupo placebo, são explicados abaixo; não mostram que comer folhas trate edema ou doença renal. [3]

As folhas silvestres estão necessariamente livres de contaminantes?

Não; o local importa. Relvados tratados com herbicidas, bermas e áreas contaminadas por animais são fontes alimentares pouco fiáveis. Lavar não garante que plantas com exposição desconhecida se tornem seguras. [2]

Escolha e preparação

Escolha folhas para alimentação de origem conhecida, retire partes danificadas e lave bem. A seiva pode irritar peles sensíveis; evite a planta com alergia conhecida. Não use extratos para aumentar a urina por iniciativa própria ou substituir medicamentos: um inchaço exige avaliar a causa. [1] [2] [3]

Para guardar folhas frescas, a Universidade do Maine recomenda envolvê-las em papel de cozinha húmido, colocá-las num saco de plástico perfurado e refrigerar. Escolha folhas verdes e firmes, não amareladas ou murchas. Lave antes da preparação, em vez de o fazer sistematicamente antes de guardar. [8] [6]

Uma porção bem definida

O tema são as folhas comestíveis, não raízes torradas nem extratos medicinais. A tabela da Universidade de Rochester atribui a uma chávena de folhas cruas picadas aproximadamente 25 kcal, 1,9 g de fibra, 1,5 g de proteína, 103 mg de cálcio, 218 mg de potássio, 19 mg de vitamina C, 151 µg de vitamina K e 1,7 mg de ferro. Estes valores não servem automaticamente para folhas cozinhadas, raiz em pó ou infusão. [4]

O valor prático é variar as hortaliças e incluir fibra e micronutrientes na alimentação. Ter ferro ou cálcio não significa tratar anemia ou osteoporose; a porção e a absorção importam. Folhas novas podem entrar em saladas, enquanto as maduras e mais amargas podem ser cozinhadas. [4] [1]

Folhas, flores, raízes e extratos diferem

As extensões universitárias descrevem folhas, botões, flores e raízes como alimentos quando o vegetal é corretamente identificado e provém de local não contaminado. Algumas raízes são torradas para bebida semelhante a café. Nem os valores das raízes coincidem com a porção crua, nem o extrato hidroalcoólico estudado equivale a uma salada. [1] [2]

O piloto incluiu 28 mulheres saudáveis de 18–65 anos; 17 concluíram e 11 não conseguiram terminar os registos de líquidos ingeridos e eliminados. O extrato hidroalcoólico de folhas frescas continha 43,5% de etanol segundo o fabricante. Tomaram 8 mL três vezes num único dia de administração: pormenores de investigação, não dose recomendada nem receita caseira. Comparada com o dia de controlo anterior de cada participante, aumentou a frequência urinária nas cinco horas após a primeira toma e a relação urina/líquidos após a segunda; a terceira não alterou esses parâmetros. O volume urinário diário total não aumentou significativamente. A ausência de grupo placebo aleatorizado e cego, os autorregistos, os numerosos abandonos e a observação breve limitam a interpretação. Não foram registados acontecimentos adversos, mas isso não estabelece segurança a longo prazo, em crianças, gravidez, amamentação ou doença renal. Não demonstra eficácia terapêutica nem efeito alimentar equivalente. [3]

Outras afirmações

“Desintoxica fígado e rins”. Veredicto: não demonstrado. A tradição e uma alteração transitória da diurese não provam eliminação de toxinas ou tratamento de doenças dos órgãos. [3] [2]

“Todas as folhas parecidas são comestíveis”. Veredicto: falso. Outras plantas em roseta podem ser confundidas; uma fotografia não basta para colher ervas silvestres. Pesticidas e poluição do local também contam. [5] [2]

Cuidados específicos

A seiva leitosa pode causar dermatite de contacto. Não recolha folhas em relvados tratados ou junto a estradas; lave com água corrente, sem sabão nem lixívia. Lavar não remove seguramente exposição anterior a produtos químicos. [5] [6]

As folhas fornecem bastante vitamina K. Para quem toma especificamente varfarina, a Universidade de Iowa aconselha ingestão constante de alimentos com vitamina K, não a exclusão geral de legumes. O pequeno estudo também não comprova segurança de extratos concentrados na gravidez, amamentação, infância ou doença renal. [7] [3]

Conclusão

As folhas oferecem um sabor particular em refeições variadas. Identidade correta e origem alimentar vêm primeiro; prometer tratamento da retenção de líquidos ultrapassa o demonstrado no estudo citado.

Nota importante

Não coma plantas silvestres de identidade ou exposição a pesticidas incerta, nem substitua tratamentos por extratos. Escolha apenas folhas alimentares corretamente identificadas e de origem não contaminada; lave em água corrente. A seiva leitosa pode provocar dermatite de contacto. Com varfarina, mantenha estável a vitamina K alimentar; não substitua tratamentos por extratos.

Este artigo é educativo e não substitui aconselhamento de um profissional de saúde qualificado.

Fontes e referências

  1. Dandelion, Taraxacum officinale · Ler fonte — University of Wisconsin–Madison Extension
  2. Dandelions: Living with, or without, them · Ler fonte — Oregon State University Extension
  3. The diuretic effect in human subjects of an extract of Taraxacum officinale folium over a single day · Ler fonte — Journal of Alternative and Complementary Medicine
  4. Dandelion greens, raw, 1 cup, chopped — Nutrition Facts · Ler fonte — University of Rochester Medical Center
  5. Taraxacum officinale — Dandelion · Ler fonte — North Carolina State University Extension
  6. Washing fresh fruits and vegetables safely · Ler fonte — University of Minnesota Extension
  7. Warfarin, your diet, and vitamin K foods · Ler fonte — University of Iowa Health Care
  8. Bulletin #4180, Vegetables and Fruits for Health: Greens · Ler fonte — University of Maine Cooperative Extension